Nunca falamos sobre algemas de verdade, mas desde a primeira noite ela trouxe as algemas, e me prendeu na cama com a maior naturalidade.
Acordo com os braços dormentes novamente. Dói pra porra! Tento mover os dedos, tudo formiga, mas dá para mexer...
— Você tem que parar com isso! — a voz irritante do Kevin vem de perto da mesa, e sei que ele consegue me ver pela porta aberta do meu quarto. Ele não veio me acordar, nem me oferecer ajuda, mas ficar olhando é babaca demais até para ele.
— Cala a boca!
Todo dia ele reclama da mesma coisa, como se eu não soubesse o que estou fazendo.
Me ergo o quanto posso com as pernas presas. As chaves estão no limite do alcance, mas consigo pegar com algum esforço, que parece bem pior porque Kevin está assistindo.
Pegar a chave nem é o problema, mas não ver a fechadura e ter limitação de movimento é o que deixa me soltar realmente difícil. Giro a chave na ponta dos dedos e tateio até encontrar o buraco - minha mão formigando só aumenta a urgência de sair daqui.
Sem querer meus olhos encontram os de Kevin, sorrindo enquanto bebe meu café. Como eu preciso de um café agora!
— Que horas são? — pergunto, e ouço o clic da chave.
Perfeito!
Meus braços parecem pesados demais quando caem livres na cama. Giro os ombros doloridos e o pescoço, então alongo os pulsos.
— Nove horas.
— Nove?? Eu já tô atrasado babaca!
— Não sou seu despertador cara, só vim ver se você tá vivo ainda.
— Já disse que não precisa!
— Claro, a menos que você derrube essa chavezinha em baixo da cama.
Nunca deixei a chave cair, mas é claro que isso já me passou pela cabeça várias vezes - e só de pensar em passar o dia todo acorrentado, e o estado que eu estaria a noite, já quase fico agradecido por Kevin ser tão intrometido.
Sento na cama com dificuldade, e mesmo estando nu, Kevin nem desvia o olhar, só sorri enquanto me observa cambalear em busca das roupas sujas da noite passada.
Nem me dou ao trabalho de me vestir antes de sair do quarto. Não tem nada que o Kevin não tenha visto centenas de vezes. Mas ainda seguro as roupas entre as pernas quando vou até ele. Preciso de um banho e de um café forte, e o café é o que está mais perto.
— Isso é meu! — Kevin reclama e tenta recuperar a xícara, mas não tem como levantar sem esbarrar em mim. Então termino de beber em um gole.
— Você babou a minha xícara.
— Não vem de frescura que você coloca a boca em lugares bem piores! E, na verdade, é meu café. Meu café, minha caneca, minha cozinha! Mas valeu por preparar.
O café do Kevin é muito melhor do que o meu. Não sei o que ele faz de diferente, porque são os mesmos grãos, na mesma cafeteira, e o dele ainda é melhor.
— Vai tomar banho de uma vez. Você tá fedendo.
— Já vou mãe. Só tenho que achar uma coisinha antes...
Vejo de relance que ele pega a toalha de louça, e nem desvio quando me bate com ela.
— Isso é nojento Keven! Pior do que essa coisa das algemas... — Kevin reclama, e acho que para ele deve ser ainda mais bizarro esse meu... gosto.
Acho a calcinha perto da cama, mas não tenho tempo de lidar com ela agora porque já estou atrasado. Então, apenas a junto e coloco esticada sobre meu travesseiro. Tão pequena e branca. Sempre branca.
— Você tem que pegar mais leve, garoto, essa mulher vai acabar com você.
— Temos a mesma idade babaca! Se eu sou um garoto, você também é.
— Você age como se estivesse na puberdade, então posso te chamar de garoto.
Jogo minhas roupas no cesto de roupas sujas, menos a camiseta, essa vai para o lixo. Também não tenho tempo para essas coisas agora, então vou direto para o chuveiro.
— Não pode não! — grito para a porta aberta do banheiro.
— E eu prometi pra sua mãe que cuidaria de você, e amo demais ela pra ter que dar a notícia de que o filhinho viciado morreu trepando algemado na cama.
— Eu não sou viciado em sexo, e nem tô tão mal assim!
Mentira! Eu estou em cacos, é como se todo dia eu levasse uma surra. E, às vezes, até queria que fosse verdade.
Faz quase um mês - 26 dias para ser mais exato. Estou contando? Talvez. - que ela vem me visitar quase toda noite. Era para ser uma vez só, mas quando você acha algo de que gosta como faz para parar?
Nós conversamos várias vezes naquele aplicativo de encontros. A ideia nem era realmente sair com alguém. Eu só precisava testar a funcionalidade para começar as atualizações, estudar os perfis sugeridos com base nos interesses de usuários, avaliar o algoritmo.
Quando vi, já estava no perfil dela. Navegando pelas fotos que mostravam tanto e tão pouco. Me distraí de tal maneira que levei um susto quando abriu a janela de mensagens.
"Oi você!"
Luminosa era o nickname dela, a mulher no perfil que eu estava olhando.
Eu nem pretendia responder. Estava no trabalho, não deveria ficar de conversa, mas aquilo era trabalho, de certa forma.
Conversamos por horas, sem trocar qualquer informação pessoal que fosse relevante, nem falando sobre qualquer assunto de cunho sexual, apesar do perfil dela ser bem sugestivo. Perdi o horário do almoço e ao final do expediente, eu nem queria ir embora para não parar de falar com ela. Então, fiquei na minha sala depois que todos saíram.
À noite, a conversa inocente ganhou outro tom, muito mais adulto, quando ela perguntou dos meus fetiches, como quem pergunta minha comida favorita.
Submissão foi a primeira coisa que me veio à mente, porque achei que isso a deixaria mais interessada e eu não tinha nenhum fetiche interessante para citar – nenhum além daquele outro, e não contaria assim do nada.
Já eram quase onze horas quando saí da minha sala. O andar inteiro estava escuro, apenas um cubículo estava iluminado àquela hora, e saí de fininho para não chamar atenção, morrendo de vergonha do que estava fazendo na minha sala.
Nos dias seguintes, nossas conversas seguiram amenas durante o dia, mas à noite esquentavam tanto que me deixava com dificuldade para dormir. Trocando experiências, falando das coisas que nunca fizemos e o que queríamos tentar, trocando fotos que nunca mostravam o rosto, definindo os termos, antes que eu tivesse coragem de marcar alguma coisa, porque era bizarro encontrar alguém que você não sabe quem é.
Não era a mesma coisa que conhecer alguém online, porque você tem um nome e uma foto da pessoa, mas não ela, porque ela nunca me disse seu nome de verdade, e nem me mostrou o rosto. Achei que quando a conhecesse isso mudaria, mas ela mal fala comigo pessoalmente, só o essencial, então, até mesmo sua voz é quase um mistério.
Ela só me fode se eu estou algemado
Saio do banho já muito atrasado, mas é realmente difícil acordar cedo quando acabei de dormir, ou melhor, eu nunca durmo, eu desmaio, de tanto que ela acaba comigo. Não que eu esteja reclamando. Longe de mim reclamar daquela gostosa montada em mim, meu problema são as algemas.
Algemas não estavam no combinado. Nunca falamos sobre algemas de verdade, mas desde a primeira noite ela trouxe as algemas, e me prendeu na cama com a maior naturalidade. Até achei que era brincadeira, porque achei que íamos nos conhecer antes de... qualquer coisa.
Então, ela tirou minhas roupas, rasgando minha camisa, já que não passava por meus braços presos. Fiquei duro na hora. Nem nos meus sonhos mais sujos ela faria isso comigo. Mas ela fez.
Me deixou nu e preso na cama, depois tirou o sobretudo e estava só com aquela roupa branca por baixo.
Eu achava que essa coisa de BDSM era mais de couro preto, ou até vermelho, mas ela usava branco em tudo, menos no sobretudo - dos sapatos à máscara que escondia a parte superior do rosto, tudo branco, até as unhas longas pintadas.
De repente, o nickname fez todo sentido: ela era Luminosa.
E ainda tinha as meias e a cinta liga, também brancas. Não entendi porque ela precisava das meias e da liga, não era prático, mas Deus me perdoe, como era sexy!
Amei a liga como um pervertido, e queria rasgar aquela meia de seda com os dentes. Nunca pude fazer isso, porque nunca pude tocar nela. Nunca pude fazer nada, nada que ela não tenha feito comigo, porque ela nunca me solta, só me fode se eu estou algemado.
Na verdade, ela nem me toca até que eu esteja preso. Ela só joga as algemas para mim, e espera eu estar devidamente imobilizado na cama, então ela faz o que quer. E quando vai embora, sempre deixa uma lembrança: sua calcinha. Então, tento uma coleção de calcinhas, sempre brancas, sempre diferente.
Ainda sinto ciúmes de pensar em quem era sua vítima antes de mim, e medo de saber o que teria acontecido com ele quando ela se cansou de brincar, porque sei que uma hora vai cansar de mim também.
Kevin já voltou ao próprio apartamento quando saio do banho. Mando uma mensagem para meu chefe, dizendo que o pneu do carro furou e chegarei atrasado. Clarisse terá que assumir - melhor para ela, péssimo para mim. Uma hora ela vai roubar meu emprego, mas nem ligo mais para quem vai ganhar uma promoção depois desse projeto, porque a última coisa que preciso é de mais trabalho.
Quando chego a reunião está adiantada, e apenas Clarisse nota minha presença ao me sentar nos fundos da sala. Como esperado, ela conduz a apresentação melhor do que eu, que odeio falar em público, e em nenhum momento faz menção a me passar a palavra.
Não sei como aguento acordado toda a apresentação. Talvez nem tenha ficado acordado TODO o tempo. Eu estava tão acabado que não lembro da maior parte, mas lembro como Clarisse me olhou com preocupação, e tenho até medo de ver no espelho meu estado. Estou precisando de muito mais do que uma noite inteira de sono para parecer um ser humano decente.
— Nolan! — Clarisse me cumprimenta quando nos encontramos no corredor, e ainda acho estranho que me chame pelo sobrenome depois de meses trabalhando juntos. — Tudo bem com você?
Sei que estou horrível. Muitas olheiras. Barba por fazer. Muito magro. Se eu estou me alimentando direito? É claro... que não!
— Só ando com problemas pra dormir.
— É... Insônia é um saco!
Não me parece que ela sofra de insônia, porque ela está sempre linda, sempre concentrada. Definitivamente, é a melhor da minha equipe, apesar de ser a mais nova, uma garotinha que acabou de sair da faculdade, ainda parecendo nova demais para um trabalho integral, ainda mais em uma equipe cheia de homens mais velhos.
Ela evita socializar e só fala o necessário, não usa nada chamativo e nunca solta o cabelo, como se tentasse passar despercebida, e talvez por isso dê tanta vontade de proteger.
Dou uma última olhada nela antes de me trancar na minha sala para mais um dia cheio.
Faço um esforço na volta para casa e compro comida chinesa, melhor do que a salada que jantei ontem. Acho que foi minha única refeição do dia além de café. Sei que estou desleixado, mas a casa permanece arrumada, então não posso estar tão mal assim.
Janto em frente à TV, assistindo um filme qualquer que o canal indicou. Jogo as embalagens na lixeira (sem louças para lavar) e vou para o banho no meio do filme que nem lembro sobre o que é.
Estou cochilando no sofá quando meu celular vibra em meu colo.
"Algum plano para hoje?"
Só então lembro que é sexta feira, e a maioria das pessoas sai de casa na sexta. O pessoal do trabalho ainda deve estar no bar, onde eu estaria antes de trocar mensagens com ela.
"Nada. Estava assistindo um filme ruim e me perguntando se você vai aparecer..."
"Acho melhor te deixar dormir hoje. Você pareceu cansado ontem..."
Me sento no sofá em um pulo. Ela já está cansando de mim. Ela está cansando e eu nem sei o que vou fazer com tantas horas quando ela não aparecer mais.
"Estou bem. Amanhã vou dormir até tarde."
"Tem certeza? Não quero que você fique doente por minha causa."
Meio tarde para isso, já estou doente por causa dela. Viciado!
"As coisas só estão corridas no trabalho."
"Não se esforce demais, precisa relaxar um pouco..."
A maldita é boa, é muito boa nisso - parece inofensiva, toda meiga e preocupada.
"Você me faz relaxar..."
"Se tem certeza..."
"... Te vejo daqui a pouco então."
O filme acaba sem que eu tenha prestado atenção, e estou trocando repetidamente de canal quando a campaínha toca. A expectativa me dá uma onda de adrenalina e me movo do sofá para a porta em segundos.
— Tá sozinho? — Kevin pergunta na porta, só de roupão e despenteado.
Olho pelo corredor, para o elevador, mesmo sabendo que obviamente ela não está ali.
— O que você quer essa hora?
— Tá esperando a maluca então? — Ele ri, segurando o roupão fechado.
— Não chama ela assim. O que você quer?
— Camisinhas. Não percebi que estava sem até abrir a gaveta.
— Entra aí antes que alguém te veja.
Ele fica esperando na entrada enquanto pego no quarto os preservativos.
— Valeu cara!
Já estamos na entrada quando a porta dele se abre do outro lado do corredor, e um homem, obviamente sem roupa e levemente conhecido, sorri para nós e diz para mim:
— Ei Keven!
— Já estou indo! — Kevin responde.
— E ai! — respondo também, porque acho que ele falou comigo, não com o Kevin.
— Dois Kevins, que doideira!
Kevin revira os olhos para mim, mas está sorrindo quando se vira para o cara nu em sua casa.
— Sim, muito raro duas pessoas com o mesmo nome. O Keven com E tinha camisinhas, podemos continuar de onde paramos.
— Boa noite Keven com E.
— Boa noite... — Não sei o nome dele, então só deixo a frase inacabada ao fechar a porta, e volto para o sofá para esperar Luminosa.
Só mais 5 minutos de sono, eu penso, mas já estou alerta.
A hora das dominadoras
Já são duas da manhã, ela sempre chega a essa hora. Duas da manhã é o pior horário, quando acontecem a maioria dos crimes, é a hora dos assassinos, dos fantasmas, das bruxas, e aparentemente, das dominadoras, porque é a hora em que ela sempre aparece.
Acordo com o barulho dela abrindo a porta que deixei destrancada. Nenhuma palavra para mim hoje novamente, apenas o som agudo de seu salto no assoalho, e o tilintar da algema quando a joga no chão.
Ela quer que eu me curve para pegar. Eu me curvo. Sempre me curvo para ela.
Só que não é o suficiente, porque seu salto perigosamente alto pisa em meu ombro, a fina estaca cravando em meus músculos, me pressionando para baixo. Então, me curvo mais, até que meu peito quase toque o chão, e só então ela sorri - um sorriso travesso, sem nenhuma palavra, e permite que eu me levante.
Também não falo com ela, e o silêncio entre nós não é estranho, porque trocámos muitas palavras durante o dia - o silêncio é muito mais íntimo.
Tiro minha camisa, para evitar que ela a rasgue, e isso deixa à mostra os hematomas das últimas noites, que estão sempre escondidos pelas roupas compridas.
Tiro o resto da roupa e me dirijo para a cama, nu e sem pressa, aproveitando os últimos momentos de liberdade. Alongo os músculos dos braços e pescoço, antecipando a dor. É essa parte que está acabando comigo, mas não me oponho a seguir seu jogo.
Deito e fecho as algemas em torno dos punhos. Somente então ela vem para a cama.
Primeiro confere as algemas. Muito frouxas. Aperta mais, até ficar desconfortável e eu protestar.
— Bem melhor assim. — ela sussurra tão próximo de minha orelha que sua voz arrepia todo meu corpo.
Sua boca roça meu cabelo, minha orelha, minha bochecha, até estar tão próxima a minha boca que afasto os lábios para beijá-la - mas ela nunca me beija, só me usa.
A cinta liga branquinha em suas coxas grossas
Agora que estou preso, ela se afasta, abrindo o sobretudo que a cobre até o tornozelo, mas só tira o casaco quando se vira, deixando que deslize por seu ombro tão lentamente... O que quero fazer é acabar com a tortura de uma vez e ajudar a arrancar suas roupas, mas não posso fazer nada, apenas observar enquanto o casaco preto dá lugar a pele macia e renda branca, deslizando lentamente ao chão.
E ali está, aquele acessório pequeno que me enlouquece. A cinta liga branquinha emoldura suas coxas grossas e evidencia seu traseiro, e tudo que eu gostaria de fazer é enfiar a cara nessa bunda, e dar uns bons tapas - mas, nada de toques para mim.
Luminosa sobe na cama, engatinhando até o meio de minhas pernas. Suas mãos deslizam por minha coxa até meu pau, duro, sempre duro para ela - mas ela nunca está contente, nada do que ofereço é o suficiente. Se não estiver naquele ponto em que está até doendo, ela não se contenta.
Então, se abaixa e coloca na boca, suavemente, deixando que eu aprecie a visão de suas costas arqueadas e daquela bunda divina empinada em um ângulo perfeito para foder ela por trás.
Só então ela me chupa de verdade. A boca gostosa descendo até a base, me consumindo inteiro, e depois subindo tão lentamente que quero gritar. Ela desce, de algum modo sua língua ainda brinca comigo quando me engole novamente.
Sua boca é incrível! Ninguém me chupa como ela - sua língua se move tão gostosa ao meu redor que não me preocupo com os gemidos, só quero gozar nessa boquinha linda. Ela sabe disso, então nunca deixa. Sempre me tira da boca, e sempre me sinto abandonado, mesmo que a língua dela percorra meu peito, e as mãos brinquem com meus braços.
Sei que ela gosta do que vê em mim. Sempre se demora brincando comigo, mas sei que também é para prolongar. Ela não quer acabar com a nossa brincadeira muito cedo. E muito cedo é quando ela pega a camisinha, me deixando pronto e ansioso.
A qualquer momento – parece dizer – mas não agora.
Sua boca sobe pela minha barriga, tão deliciosamente molhada, as mãos brincando com cada gomo na musculatura. Então, vêm os dentes, roçando suavemente o bico do meu peito, sua língua o circunda e eu protesto, não de desgosto, e gemo de forma nada digna.
Somente quando ouve o suficiente ela se contenta. Atravessa uma perna por cima das minhas, coloca as duas mãos em meu peito antes de girar o quadril procurando meu pau. Sem o auxílio das mãos me faz deslizar para dentro dela, sem tirar a calcinha.
— Puta merda!
Eu xingo revirando os olhos – é como soltar o fôlego depois de prender a respiração o dia inteiro, somente dentro dela me sinto eu novamente.
Ela desliza sobre meu pau em movimento de vai e vem, o clitóris se esfregando em mim, tão molhada que me deixa com sede, deixando-a mais excitada, até estar em um ritmo alucinado.
— Awh! Kev!!
Ela grita tão alto que tenho pena de meus vizinhos. Meu nome gemido por ela é simplesmente lindo, e meu pau lateja em aprovação dentro dela. Fecho os olhos para senti-la melhor, tão macia, quente, apertada, e tão, tão molhada que eu queria secá-la com a língua, provar sua buceta e descobrir que gosto tem.
Ela me tira de dentro, e tira minha sanidade junto. O mundo fora dela não é tão bonito, prefiro estar ali novamente. Sei que não vai demorar, é só para baixar meu ritmo, Luminosa não quer que a brincadeira acabe rápido.
Mal dá tempo e já está em cima de mim novamente, os movimentos tão lentos que é impossível que eu goze desse jeito, mas pareço ficar cada vez mais duro, e ela, mais molhada.
Sem demora, ela está no clímax de novo. Gemendo tão lindamente que me pego desejando cada vez mais que não acabe, e demora tanto, nesse deslizar rápido, e escorregar devagar, as unhas arranhando meu peito, deixando vergões vermelhos por onde passa.
Eu deliro de prazer, gemendo e arfando de olhos fechados, sem ser atingido pelo orgasmo, mas doido para me derramar dentro dela.
Não sei quanto tempo ficamos nessa brincadeira, mas minha tortura acaba quando ela finalmente começa a se mover rápido, subindo e descendo sobre mim, quicando no meu pau.
Quero colocar as mãos em sua cintura e fazer ela ir com força. Quero jogar ela de quatro na cama e foder essa bunda empinada. Quero deitá-la na cama com as pernas em meus ombros, e entrar nela tão fundo que ela vai gritar. Mas, em vez disso, quem grita sou eu.
— Lumi!!! Ahh..... Puta merda! — Grito seu nome, grito qualquer coisa — Ahh... Eu te amo!!
Grito sem pensar, e ela apenas sorri, e continua quicando em mim, gemendo enquanto se satisfaz, entrando e saindo, até que não tenha mais nada para derramar dentro dela.
Ela escorre em mim, em minha cama, quando sou arrancado de dentro dela, e o mundo é tão mais cruel do lado de fora.
Noto o dia já clareando pela janela, e tudo termina mais uma vez.
Ela tira aquela calcinha, encharcada por nós dois, tendo que abrir a liga para que o pedaço minúsculo de renda desça por suas pernas. Então, amassa a calcinha e com a mão em meu queixo me faz abrir a boca. O gosto dela, o meu gosto. Deve ser uma cena deplorável. Não sei como cheguei a esse ponto na vida.
E ela deita ao meu lado, acariciando meus cabelos daquele jeitinho dela, apenas para me fazer dormir. E sei que quando acordar, tudo que vou ter dela é essa calcinha, a camisinha no lixeiro, e os pulsos marcados por suas algemas, e nenhuma, absolutamente nenhuma dignidade.
