PUB
PUB


Rosto de Lindsay Lohanne, artista e mulher trans, com seus olhos azuis no documentário "Como se fosse um filme".

“Como se fosse um filme, por Lindsay” é uma produção brasileira que acompanha a caminhada de Lindsay Lohanne, artista, mulher trans e apaixonada pela sétima arte, numa história marcada por verdade, sensibilidade e muita coragem.

Sob direção de Ramon de Jesus, o documentário chega ao público durante o mês do Orgulho LGBTQI+, reforçando a importância de abrir espaço para narrativas que raramente ganham visibilidade na mídia.

🎞️ Quando a vida vira roteiro e o roteiro vira resistência

Ao longo do filme, Lindsay compartilha lembranças, dores, sonhos e reflexões sobre identidade, representatividade e sobre o que significa ser uma mulher trans no Brasil atual.

Sua fala é direta, emocional e atravessada por vivências que revelam tanto fragilidade quanto força. Mais do que contar sua história, o documentário constrói um retrato íntimo, costurado por memórias da infância, da juventude e da vida adulta.

A arte sempre esteve presente como abrigo na vida de Lindsay, como forma de expressão e como território onde ela podia existir sem precisar se esconder.

👉 O cinema surge como espaço de reconhecimento — onde Lindsay se enxerga, se reconstrói e afirma sua identidade com liberdade.

Veja o documentário aqui

Um olhar íntimo sobre a experiência trans no Brasil

A narrativa alterna depoimentos com cenas do cotidiano, mostrando a luta de Lindsay para conquistar seu lugar no audiovisual brasileiro, enfrentando barreiras que ainda afastam pessoas trans da indústria cultural.

O documentário aborda temas como identidade de gênero, preconceito, sobrevivência, afetos e resistência. Lindsay fala com sinceridade sobre suas dores e vitórias, criando um espaço onde outras pessoas trans também podem se ver refletidas.

👉 A obra se transforma num gesto de afirmação, rompendo com a invisibilidade que ainda marca tantas vidas LGBTQI+.

A sensibilidade de Ramon por trás das câmeras

Ramon de Jesus, ator, modelo, apresentador e também diretor, vem se destacando por trazer ao audiovisual narrativas que tratam de diversidade, sexualidade e identidade com profundidade e sensibilidade.

Antes desse documentário, ele dirigiu o curta “Além de um segredo”, que escreveu, produziu e protagonizou, explorando temas como bissexualidade, moralidade, julgamento social e autoconhecimento.

Arte como sobrevivência e afirmação 

“Como se fosse um filme” emociona pela delicadeza e pela força de Lindsay. É um convite ao público para enxergar além das narrativas tradicionais e para reconhecer a humanidade presente nas histórias trans.

É um filme que merece ser assistido, debatido e celebrado, não somente no Mês do Orgulho, mas sempre que for preciso lembrar da importância de ouvir e amplificar vozes que foram silenciadas por tanto tempo.

👉 Mais do que um documentário, é um chamado à empatia.

A história de Lindsay nos leva a refletir sobre memória, humanidade e sobre o poder transformador da arte na vida das pessoas.