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Vaginismo

Dentro das desordens específicas da mulher, podemos destacar o vaginismo: compreende uma enfermidade que afeta o órgão genital feminino – a famosa vagina – causando dor e mal estar...

Existem doenças e enfermidades específicas para cada gênero sexual humano, conforme a anatomia, fisiologia, sistema endócrino entre outras características próprias que definem (biologicamente) o homem e a mulher: por exemplo, não se espera que uma mulher tenha câncer de próstata, assim como também não se espera que um homem tenha câncer de útero.

Para as doenças infecciosas transmitidas pelo sexo, ou na designação mais moderna: as infecções transmitidas sexualmente (IST’s), esse padrão também pode ser observado, como o exemplo da tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis que, como o próprio nome diz, infecta o trato vaginal das mulheres (entretanto este agente infeccioso também pode ser localizado infectando a uretra do órgão genital masculino).

Dentro das desordens específicas conforme o gênero sexual, podemos destacar o vaginismo: compreende uma enfermidade que afeta o órgão genital feminino – a famosa vagina – causando dor e mal estar na cavidade vaginal quando em um momento do ato sexual.

Apresentando uma incidência considerável nas mulheres em idade sexual (a cada 300 por 100.000 mulheres nessa faixa de idade), o vaginismo muitas vezes pode ser negligenciado, fazendo com que muitas destas mulheres que sofrem deste mal não procurem qualquer ajuda médica ou de especialistas voltados para esta enfermidade.

O principal sintoma é a dor durante a prática do ato sexual convencional: muitas dessas mulheres deixam de praticar sexo, ou pior, continuam a praticar, todavia sem o objetivo do prazer, já que a sensibilidade da vagina é afetada por causa das contrações involuntárias dos músculos vaginais, fazendo assim que este momento de prazer torne-se puramente em um momento de dor e agonia.

Apesar de o vaginismo estar envolvido com diferentes fatores (como infecções, má-formação anatômica, inflamações, etc) a principal causa - conforme dizem os estudos a respeito deste mal - é psicológica: por exemplo, identificou-se nas pacientes que apresentavam vaginismo nos grupos de mulheres que tiveram fortes e rígidas criações e educações conservadoras, onde se valoriza plenamente o celibato e o casamento na condição de virgem - além de tratar sexo como pecado; há também uma parcela de mulheres que apresentam o vaginismo associado a algum trauma no passado, como estupro e abuso sexual, fazendo assim que o problema tende a ser encarado como uma desordem de natureza emocional (tal qual depressão ou demais transtornos psíquicos).

 E devido a esta natureza psicológica da doença, muitas vezes apenas um ginecologista não é suficiente para o tratamento do vaginismo: também se faz necessário, em muitos casos, a participação e colaboração de outros profissionais, como psicólogos ou psiquiatras especialistas em sexo (sexólogos, na definição formal da profissão).

O tratamento, assim como outros distúrbios sexuais de natureza psicológica (como a ejaculação precoce e o medo de praticar sexo), pode demandar desde técnicas comportamentais ate o uso de remédios para atividade neurológica, isso dependendo de cada caso e do respectivo diagnóstico realizado pelo profissional de saúde sexual.

Por isto, muitas mulheres acabam não procurando ajuda, em especial quando estas mulheres são casadas ou vivem junto com o seu par masculino: doenças de natureza emocionais são mais difíceis de lidar, além de também trazer considerável carga de vergonha, entre outros tabus que estão envolvidos nestes temas delicados (tal qual ejaculação precoce: o homem conseguir ir a um médico para conversar sobre tal problema já é um grande avanço no tratamento da enfermidade).

Após o diagnóstico, cabe os profissionais envolvidos escolherem a melhor terapia para o vaginismo.

Uma técnica bastante famosa corresponde a exercícios de relaxamento da musculatura vaginal: ginasticas localizadas, fisioterapia, ioga ou alongamento são importantes atividades que ajudam tanto na melhora da enfermidade, como também auxilia a mulher a diminuir possíveis estados alarmistas em sua psique (tal condição que resulta na enfermidade).

Gel específico e outros produtos relaxantes também fazem parte do tratamento do vaginismo, como dito anteriormente: conforme o diagnóstico do médico; em alguns casos mais severos, cirurgias podem ser recomendadas, as de natureza reparadora, que são realizadas internamente (na cavidade vaginal); tratamento hormonal também pode ser utilizado para a melhora da paciente que procura ajuda.

E como já citado, o acompanhamento psicológico é de suma importância no controle desta desordem, seja com o uso de remédios (neste caso, com a participação de um psiquiatra), seja com os psicólogos e terapeutas específicos para esse público alvo.