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Imagem ilustrando o que é HPV com fundo preto e pequenas bolas com picos representando o vírus.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns do mundo. Mas, mesmo afetando milhões de pessoas todos os anos, continuam existindo muitas dúvidas sobre essa IST.

O que é HPV, sintomas, formas de transmissão, tratamento e prevenção são preocupações que continuam levantado questões. E muita gente fica associando automaticamente o diagnóstico ao câncer, quando a realidade é bem diferente.

Nesse artigo, você vai entender o que é HPV, quais são os principais HPV existentes,  sintomas, como identificar uma verruga HPV, se o HPV tem cura e por que a vacina HPV é uma das formas mais importantes de proteção.

Siga lendo!

Mas o que é HPV mesmo?

HPV é a sigla para Papilomavírus Humano, um grupo de vírus que pode infectar a pele e as mucosas, incluindo as regiões genital, anal e oral.

Existem mais de 200 tipos de HPV conhecidos, sendo que alguns ficam causando lesões benignas, e outros podem aumentar o risco de desenvolver certos tipos de câncer.

👉  A transmissão acontece principalmente durante o contato sexual, incluindo sexo vaginal, anal e oral. Porém, o contágio do HPV também pode ocorrer por contato íntimo pele a pele, mesmo sem penetração.

O HPV pode afetar homens e mulheres de qualquer idade sexualmente ativa.

Na maioria dos casos, o próprio organismo consegue eliminar o vírus naturalmente ao longo do tempo, sem causar complicações.

Sintomas de HPV: quais são os mais comuns?

Uma das principais características do HPV é que ele costuma ser silencioso. Muitas pessoas ficam convivendo com o vírus durante meses, ou até anos, sem apresentar qualquer sinal visível.

Por isso, quando se fala nos sintomas de HPV, é importante entender que nem sempre eles ficam aparecendo a olho nu.

Saiba mais: ISTs silenciosas: como identificar ISTs sem sintomas

Quando surgem manifestações da infecção, os sinais mais comuns incluem:

  • Verrugas genitais;
  • Verrugas no ânus ou região perianal;
  • Pequenas lesões elevadas na pele;
  • Coceira na região afetada;
  • Desconforto local.

Também podem ficar surgindo alterações celulares que são detectadas somente em exames médicos.

📌 As primeiras manifestações podem aparecer entre dois e oito meses após a infecção, embora, em alguns casos, o vírus permaneça latente durante muitos anos antes de causar qualquer sintoma.

Verruga HPV: como identificar?

A verruga HPV é uma das manifestações mais conhecidas da infecção. Essas lesões são chamadas clinicamente de “condilomas acuminados”, mas popularmente ficaram sendo conhecidas como "cristas de galo".

Essas verrugas HPV podem apresentar características como:

  • Aspeto semelhante a uma couve-flor;
  • Cor próxima ao tom da pele;
  • Presença isolada ou em grupos;
  • Superfície áspera ou elevada.

👉 As verrugas HPV costumam aparecer na vulva, vagina, colo do útero, pênis, bolsa escrotal, ânus e região ao redor dos órgãos genitais. Em alguns casos, também podem surgir na boca e na garganta.

Vale destacar que nem toda lesão genital é causada pelo HPV. Existem outras condições dermatológicas e ISTs que podem ficar causando verrugas genitais ou alterações semelhantes.

📌 Por isso, a avaliação médica é fundamental para obter um diagnóstico correto.

Verrugas genitais HPV: todas indicam risco de câncer?

Não. Essa é uma das dúvidas mais frequentes se tratando do tema HPV.

As verrugas genitais do HPV estão, geralmente, associadas aos tipos de baixo risco do vírus, especialmente os tipos 6 e 11.

Esses subtipos costumam causar lesões benignas e raramente estão relacionados ao desenvolvimento de câncer.

Já os tipos considerados de alto risco, como o HPV 16 e o HPV 18, normalmente não provocam verrugas visíveis. Em vez disso, podem ficar causando alterações celulares que, quando persistem por muitos anos sem acompanhamento, aumentam o risco de alguns tipos de câncer.

👉 Então, encontrar uma verruga genital não significa automaticamente que existe um risco elevado de câncer. Ainda assim, qualquer lesão deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Como acontece a transmissão do HPV?

O HPV é transmitido principalmente pelo contato direto entre pele e mucosas infectadas.

👉 Isso significa que a transmissão pode ocorrer mesmo quando a pessoa infectada não apresenta sintomas ou lesões visíveis.

As formas mais comuns de transmissão incluem:

  • Relação sexual vaginal;
  • Sexo oral;
  • Relação sexual anal;
  • Contato íntimo pele a pele na região genital.

Em casos mais raros, também pode ocorrer transmissão durante o parto, da mãe para o seu bebê.

📌 Uma informação importante para seu cuidado é que a camisinha reduz significativamente o risco de transmissão, mas não oferece proteção total. Áreas da pele não cobertas pelo preservativo ainda podem entrar em contato com o vírus.

Saiba mais: Cuidado para não cometer esses erros com a camisinha

HPV pode causar câncer?

Sim, alguns tipos de HPV podem estar relacionados ao desenvolvimento de câncer, como já tínhamos lhe indicado antes.

Porém, isso não significa que toda pessoa infectada desenvolverá a doença.

👉 Na verdade, a maioria das infecções desaparece espontaneamente graças à ação do sistema imunológico.

O risco aumenta principalmente quando ocorre infecção persistente pelos tipos de alto risco do vírus. Nesses casos, alterações celulares podem se desenvolver ao longo dos anos.

Os cânceres mais associados ao HPV são:

  • Câncer do colo do útero;
  • Câncer anal;
  • Câncer de pênis;
  • Câncer de vulva;
  • Câncer de vagina;
  • Câncer de boca e garganta;
  • Câncer de orofaringe.

📌 É importante reforçar que o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico reduzem significativamente os riscos de complicações.

Como é feito o diagnóstico de HPV?

O diagnóstico do HPV pode variar conforme a presença ou ausência de sintomas.

Nos casos em que existem verrugas genitais, ou outras, visíveis, muitas vezes o médico consegue identificar a infecção somente com um exame clínico.

Mas também pode pedir exames complementares, como:

  • Papanicolau;
  • Colposcopia;
  • Biópsia;
  • Teste molecular para HPV (DNA-HPV);
  • Exames específicos para avaliação de lesões anais ou penianas.

Muitas pessoas descobrem a infecção justamente em exames de rotina, sem nunca terem apresentado sintomas.

HPV tem cura?

Uma das perguntas mais buscadas na Internet é se o HPV tem cura. Bem, a resposta exige uma explicação importante.

👉 Não existe um medicamento capaz de eliminar diretamente o vírus do organismo.

Porém, em grande parte dos casos, o próprio sistema imunológico consegue controlar e eliminar a infecção naturalmente ao longo de meses ou poucos anos.

Por esse motivo, muitos especialistas consideram que a infecção pode ser resolvida espontaneamente em boa parte das pessoas.

Quando surgem lesões, como verrugas ou alterações celulares, elas podem ser tratadas de diferentes formas. O objetivo é eliminar as lesões e reduzir o risco de complicações.

📌  Então, se está se perguntando se o HPV tem cura, fique sabendo que:

  • Muitas pessoas eliminam o vírus naturalmente;
  • As lesões provocadas pelo HPV podem ser tratadas;
  • O acompanhamento médico é indispensável;
  • Remover uma verruga não garante que o vírus tenha sido eliminado completamente.

Como é o tratamento das verrugas genitais?

O tratamento das verrugas genitais depende de seu tamanho, da quantidade e da localização dessas lesões.

Algumas das opções podem incluir:

  • Aplicação de medicamentos específicos;
  • Ácidos aplicados por profissionais de saúde;
  • Crioterapia (congelamento da lesão);
  • Cauterização;
  • Laser;
  • Remoção cirúrgica.

👉 Mesmo após o tratamento, as lesões podem voltar a aparecer, pois o vírus pode permanecer no organismo por algum tempo. Por isso, o acompanhamento é fundamental.

Vacina HPV: a melhor forma de prevenção

A vacina HPV é considerada a medida mais eficaz para prevenir as infecções pelos tipos de vírus mais associados ao câncer e às verrugas genitais. Isso porque estimula a produção de anticorpos e prepara o organismo para combater o vírus antes que ele cause infecção.

Atualmente, a vacinação é recomendada preferencialmente antes do início da vida sexual, mas também pode trazer benefícios para pessoas que já tiveram contato com o vírus.

📌 Outro ponto importante é que a vacina não trata uma infecção já existente. Seu papel é prevenir futuras infecções pelos tipos contemplados na vacinação.

Como prevenir o HPV em seu dia a dia?

Além da vacina HPV, outras medidas ajudam a reduzir o risco de infecção. Fique seguindo essas recomendações:

  • Use camisinha em todas as relações sexuais;
  • Realize exames preventivos regularmente;
  • Busque atendimento médico notando verrugas ou lesões;
  • Siga acompanhamento ginecológico ou urológico periódico;
  • Se vacine corretamente.

👉 A combinação entre vacinação, prevenção e diagnóstico precoce é a estratégia mais eficaz para diminuir a transmissão do HPV e evitar complicações futuras.

Agora que você já sabe o que é HPV, como se transmite e como se tratar, fica mais fácil entender que o diagnóstico não deve ser motivo de pânico.

Sabendo que é um vírus bem comum, vale destacar que a maioria das infecções desaparece naturalmente e não evolui para problemas graves.

Ainda assim, conhecer os sintomas de HPV, identificar verrugas genitais e outras, tratar adequadamente e manter a vacina HPV em dia são atitudes fundamentais para proteger sua saúde e reduzir riscos.

Veja ainda: Como saber se tenho IST: sintomas e sinais de alerta